Notícias

Teste aponta custo baixo para open banking

No processo, do qual participaram do processo bancos de médio porte e fintechs de crédito, foram feitas com sucesso trocas de dados cadastrais e transacionais de clientes.

16.Jan.2020

Teste aponta custo baixo para open banking - Cobre maisCobre mais - Teste aponta custo baixo para open banking

Bancos de médio porte e fintechs de crédito fizeram testes com o open banking e concluíram que o compartilhamento de informações entre eles é muito mais barato e simples que o previsto. Nesse processo, foram feitas com sucesso trocas de dados cadastrais e transacionais de clientes dos bancos Original e Pan.

A iniciativa reuniu instituições ligadas à Associação Brasileira dos Bancos Comerciais (ABBC) e à Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), que tropicalizaram o modelo de open banking usado no Reino Unido para checar como ele funcionaria no Brasil.

As provas reuniram 20 participantes de cada associação, mas o compartilhamento efetivo dos dados se deu em torno do Pan e do Original, entre os bancos, e Geru e Guiabolso, entre as fintechs. Os resultados foram levados ao Banco Central (BC), que na semana passada colocou em consulta pública a regulamentação do open banking.

Segundo Rafael Pereira, presidente da ABCD e cofundador da fintech Rebel, os participantes partiram das referências tecnológicas que já estão em uso no Reino Unido – mercado usado como modelo pelo regulador brasileiro – e as adaptaram à realidade local. Também foi desenvolvida uma camada para integrar as APIs de cada banco, de forma que elas “conversassem” e pudessem trocar dados.

Uma das principais conclusões do estudo, segundo Pereira, é que o custo de implantação foi “infinitamente mais baixo” do que se previa. Algumas estimativas apontam que os investimentos para viabilizar o open banking no país será na casa de bilhões de reais. “Conseguimos fazer as provas virtualmente sem custo”, disse.

Para Cláudio Guimarães, diretor-executivo da ABBC, o aprendizado mostra que o custo não é alto e que é possível fintechs e bancos trabalharem juntos. “O mercado bancário tem barreiras de entrada que remetem a um modelo do milênio passado. Isso vai mudar com o open banking”, disse.

Nas provas realizadas, foi possível, por exemplo, que um cliente com conta no Original acessasse pelo aplicativo do banco as informações das transações que tem no Pan. “Foi possível enviar dados como cadastro, saldo e extrato”, diz André Carnevale, superintendente-executivo de produtos do Pan.

No Original, as conclusões também foram “bem positivas”, conta o vice-presidente de tecnologia, inovação e operações, Raul Moreira. Um dos objetivos alcançados foi o de gerar novas contas do banco por meio do aplicativo do Guiabolso.

Segundo Carnevale, do Pan, a maior dificuldade no processo foi o fato de que nem todas as instituições estão prontas para as autenticações de segurança necessárias. Para encurtar o caminho de bancos e fintechs que não fizeram os testes, os participantes criaram um kit de implementação da tecnologia. A regulamentação do open banking fica aberta a consulta pública até 31 de janeiro. A implantação será feita em etapas e a previsão é que seja concluída em um ano após a publicação das regras.

Fonte: https://www.televendasecobranca.com.br/credito/teste-aponta-custo-baixo-para-open-banking-101343/